segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Irmãos Grimm


Os escritores mais famosos dos contos de fadas infantis são os Irmãos Grimm.  Jacob e Wilhelm Grimm, são dois irmãos que fizeram e fazem muito sucesso até hoje com suas histórias e seus contos que fazem a felicidade das crianças e permeiam a imaginação dos adultos.
Nascidos na Alemanha, os Irmãos Grimm dedicaram a sua vida ao registro das fabulas infantis e assim ganharam fama e notoriedade com as crianças. Além das belas historias e as contribuições para o imaginário dos pequenos, os Irmãos Grimm também contribuíram para a língua alemã com um dicionário e assim desenvolveram um estudo mais aprofundado da língua e do folclore popular local.
Monumento aos irmãos Grimm em Hanau
Monumento aos irmãos Grimm em Hanau
Os Irmãos Grimm começaram a sua carreira de escritores estudando justamente a língua alemã, mais precisamente o folclore e a linguagem popular. Depois de vários contos publicados em separado, finalmente em 1812 os Irmãos Grimm publicaram o seu primeiro livro em conjunto; depois desse primeiro livro veio o “Contos da Criança e do Lar”. Depois disso, eles publicaram vários contos com traduções e adaptações locais.
O segundo volume de “Contos da Criança e do Lar” saiu em 1815, e com o passar dos anos novas edições foram lançadas e o livro começava a ganhar novos e atualizados contos, fazendo deste o primeiro grande sucesso dos Irmãos Grimm.
As maiores e melhores obras dos Irmãos Grimm são resumidas em contos para crianças, lendas e um dicionário alemão. Os contos para as crianças na verdade eram contos destinados aos adultos, o que aconteceu durante os anos é que eles foram adaptados para os pequenos. Os Irmãos Grimm na verdade tornaram a fantasia acessível para as crianças.
Um exemplo, no conto original da Chapeuzinho Vermelho,  a avó da menina  acabava sendo devorada pelo lobo, mas os Irmãos Grimm transformaram essa versão trágica em uma mais bela e agradável para as crianças. Entre os contos mais famosos dos Irmãos Grimm estão vários conhecidos do mundo todo como a Cinderela, A Branca de neve,  João e Maria, O Ganso de ouro e as Aventuras do Irmão Folgazão entre outros. Muito da sua infância e da infância das crianças foram permeadas e ilustradas pelos contos dos Irmãos Grimm, e pessoalmente espero que que o mundo da fantasia continue a existir, desde que seja ensinado às crianças as diferenças entre o mundo real e o mundo das histórias infantis.
Foto: Wikipédia

domingo, 11 de setembro de 2011

Charles Perrault



    Charles Perrault nasceu a 12 de Janeiro de 1628. Viveu sempre em Paris. Morreu aos 75 anos, a 16 de Maio de 1703.
   Filho de Pierre Perrault Paquette Le Clerc, oriunda da alta burguesia.
   Deu início aos seus estudos em 1637, no colégio de Beauvais. Aos 15 anos, terminou os seus estudos por se ter desentendido com um professor.
   Em 1643, ingressou no curso de Direito e, em 1651, com apenas 23 anos, conseguiu o seu diploma, tornando-se advogado.
   Foi um escritor e poeta francês do século XVII.
   Foi o primeiro a dar acabamento literário a um certo tipo de literatura, que lhe conferiu o título de Pai da Literatura Infantil. Muitas das suas histórias, ainda hoje, são editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão, tanto em formato de animação como de acção viva.
 Principais Obras de Perrault:
  "Chapéuzinho Vermelho"
"A Bela Adormecida"
"O Barba Azul"
"O Gato das Botas"
"Pequeno Polegar",etc.

Hans Christian Andersen



Poeta e Escritor dinamarquês de histórias infantis, Hans Christian Andersen nasceu a 2 de Abril de 1805.
De origem humilde, filho de um sapateiro, Andersen teve dificuldades na sua educação. Apesar disso, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir as histórias contadas pelo seu pai.
Hans Christian Andersen nasceu numa época em que a Dinamarca voltava-se para os valores nacionalistas e descobria os seus valores ancestrais.
De uma certa forma, graças à sua infância pobre, Andersen teve a hipótese de conhecer os contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever durante a sua vida.
Em 1816, quando o seu pai faleceu, Hans Christian Andersen precisou de abandonar a escola.
Apenas com onze anos, já demonstrava aptidão para o teatro e a literatura. Criou uma espécie de "teatro de brinquedos" onde apresentava peças clássicas. Memorizou muitas peças de Shakespeare e encenava-as com seus brinquedos.
Em 1819, aos catorze anos, Andersen saiu de casa e foi para Copenhaga, uma grande cidade e capital da Dinamarca, onde conheceu o director do Teatro Real, Jonas Collin.
Andersen trabalhou no teatro como actor e bailarino, além de escrever algumas peças. Durante esse período, os seus estudos foram financiados por Jonas Collin. Em 1828, entrou na Universidade de Copenhagen.
Escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e, principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido.
A obra que o tornou célebre em todo o mundo é Contos, traduzidos para diversos idiomas.
Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de Contos, livros com histórias infantis.
     

                                                                                                                                                                    

Ele continuou a escrever e a publicar os seus contos infantis até chegar, em 1872, a um total de 156 contos. No início, escrevia contos baseados na tradição popular, especialmente no que ele ouvia durante a infância, mas depois desenvolveu histórias no mundo das fadas ou que traziam elementos da natureza.Entre os contos de Andersen, podemos distingui-los em:







contos mais antigos e com origem na tradição popular: "Companheiro de Viagem", "Os Cisnes Selvagens" ...
contos literário no mundo das fadas : "O Duende",  "A Colina de Elfos"...
contos que trazem elementos da natureza: "O Rouxinol", "O Sapo", "O Abeto", "As Flores da Pequena Ida"...
contos com elementos autobiográficos: "O Soldadinho de Chumbo", "A Pequena Sereia"...
Outros contos importantes: "O Patinho Feio", "A Caixinha de Surpresas", "Os Sapatinhos Vermelhos", "O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio", "A Roupa Nova do Rei" e "A Princesa e a Ervilha".

    
                  Caricatura feita para a A.T revista-Santos

Grandes nomes da Literatura Infantil







La Fontaine





Jean de La Fontaine nasceu em Château-Thierry, França, em 1621. Estudante de Teologia e Direito, depressa se apercebe que a sua vocação não estava direccionada para nenhum daqueles cursos, pelo que e após ter andado pelos negócios paterno, acabou por se dedicar às artes literárias.

La Fontaine ganhou notoriedade no seu tempo e fama para a posteridade devido às fábulas que escreveu.
Os primeiro livros de fábulas surgem em 1668 inspiradas nos textos de Esopo e Fedro, pois as fábulas remontam à antiguidade grega e até indiana, e é um tipo de narrativa alegórica em verso – ou quase sempre – que põe em evidência certas características humanas, tais como a vaidade, a arrogância, a ganância, a violência, o egoísmo, hipocrisia, etc. assim, as fábulas “pegando” nessas tais características, dão-nos uma lição moral muito simples mas cheia de significado.
Independentemente de existirem muitas outras informações, entre as quais, e é importante referir, as primeiras fábulas são escritas propositadamente para o Delfim e para as restantes crianças da côrte, La Fontaine serviu-se sempre dos animais para mostrar aos Homens a imagem da virtude, da tolice e outros “vícios” ridículos, assim como vários aspectos da própria sociedade francesa da altura, pois é facilmente perceptível algumas denúncias às misérias e abissais injustiças que pululavam na época. Assim ele fazia sua crítica usando recursos como a sutileza, a ironia e astúcia e ainda propunha reflexões.


CITAÇÕES DE LA FONTAINE:

”a avareza perde tudo ao pretender tudo ganhar”.

“Quem julga caçar é caçado”.

“É um prazer dobrado enganar quem engana"











quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Desenvolvimento Curricular e Avaliação

                 A Educação de Infância      
                           


                              

Segundo Roldão (1999), currículo é o corpo de aprendizagens reconhecidas como socialmente necessárias e os professores os principais especialistas de currículo, porque esse é o saber que caracteriza e define a sua acção - Saber fazer aprender alguma coisa a alguém.
O currículo deve conter diversos aspectos interligados:

o conteúdo ( o que as crianças devem aprender);
os processos de aprendizagem ( como as crianças devem aprender);
as estratégias de ensino (como ensinar);
as estratégias de avaliação (como saber que aprendizagens ocorrem e que ajustes curriculares devem ser feitos).
A grande diversidade de população de cada escola exige uma gestão diferente do currículo de modo a responder ao seu público de forma a melhorar a sua aprendizagem.

Aquilo que o aluno já sabe deverá ser o ponto de partida para a aprendizagem, os conhecimentos prévios são em muitos casos parciais ou errados, mas são aqueles que o aluno utiliza para interpretar a realidade. Assim o processo ensino- aprendizagem consistirá em ir reconstruindo estas pré-concepções aproximando-as cada vez mais do conhecimento científico.

Citando Bruner, Vasconcelos (2000), afirma que qualquer matéria pode ser ensinada a qualquer criança de qualquer idade de forma honesta e eficaz, assim na sua teoria do currículo em espiral entende que se parte de um núcleo e que se vai girando, organizando, tecendo à volta desse núcleo. Assim, o aqui e o agora vão-se tornando maiores e, à medida que os alunos crescem, os assuntos já estudados voltam a surgir com um outro nível.

O educador no seu papel de gestor curricular, deverá ser um verdadeiro profissional de educação, fazer os outros aprenderem, num ambiente envolvente utilizando o seu conhecimento científico e educativo tendo em conta a motivação, o desenvolvimento, a resolução de conflitos entre pessoas e grupos e a comunicação, de forma a que a escola seja um organismo vivo, inserido num ambiente próprio.

Orientações Curriculares para a Educação Pré Escolar
Reconhecendo a necessidade de uma intencionalização da prática dos educadores de infância, a Administração Central, concebeu o documento Orientações Curriculares para a Educação Pré Escolar, aprovadas pelo Despacho nº5220/97, de 10 de Julho, e publicadas pelo Departamento de educação Básica em Setembro de 1997.
Este documento resultou de um processo de consulta, que envolveu profissionais e investigadores, estando organizado em duas partes:

1ª Parte - Princípios Gerais: princípio geral e objectivos pedagógicos, fundamentos e organização, e as orientações globais para o educador.

2ª Parte - Intervenção Educativa: organização do ambiente educativo, áreas de conteúdo e continuidade educativa.

As Orientações Curriculares acentuam a importância de uma pedagogia estruturada, o que implica uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico, exigindo que o educador planeie o seu trabalho e avalie o processo o os seus efeitos no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças. (O.C. Pag. 18).

Assim devem ser utilizadas pelo educador, para tomar decisões sobre a sua prática de planear e avaliar o processo educativo, implicando assim a intencionalização da actividade educativa, o que quer dizer que o exercício da docência na educação pré-escolar deve incluir planificação, avaliação e registo, ou seja exige intencionalização do quotidiano pedagógico. Adoptam ainda uma perspectiva mais centrada em indicações para o educador do que na previsão de aprendizagens a realizar pelas crianças, incluindo a possibilidade de fundamentar diversas opções educativas.

As orientações globais para o educador estruturam-se nas seguintes dimensões:

1- Observar - avaliação diagnóstico, caracterização para ter conhecimento da criança e do grupo.
2- Planear, aprendizagens significativas e diversificadas de acordo com o diagnóstico efectuado.
3-Agir, concretização da acção, adaptação às propostas das crianças tirando partido das situações e oportunidades.
4- Avaliar, tomar consciência da acção, adequar o processo educativo. Avaliação com as crianças como base de avaliação para o educador. Progressão das aprendizagens a desenvolver com as crianças.
5- Comunicar, partilha com a equipa e com a família.
6- Articular, continuidade educativa com outros ciclos.

As orientações globais têm ainda como alicerce quatro Fundamentos dando sentido e consistência à prática educativa.

Desenvolvimento e a Aprendizagem como vertentes indissociáveis.
A interligação entre desenvolvimento e aprendizagem defendida por diferentes correntes actuais da psicologia e da sociologia que consideram que o ser humano se desenvolve num processo de interligação social. (O.C. pp18-19)

Reconhecimento da criança como sujeito do processo de aprendizagem.
Admitir que a criança desempenhe um papel activo na construção do seu desenvolvimento e aprendizagem, supõe encara-la como sujeito e não como objecto do processo educativo.( O.C. pp19)

Construção Articulada do Saber.
Neste sentido acentua-se a importância da Educação pré-escolar partir do que as crianças sabem da sua cultura e saberes próprios... oportunidade de usufruir de experiências educativas diversificadas num contexto facilitador de interacções alargadas com outras crianças e adultos, permite que cada criança, ao construir o seu desenvolvimento e aprendizagem, vá contribuindo para o desenvolvimento e aprendizagem dos outros. (O.C. pp 19)

Exigência de resposta a todas as crianças.
O respeito pela diferença inclui as crianças que se afastam dos "padrões normais", devendo a educação pré-escolar dar resposta a todas e a cada uma das crianças. (O.C. pp 19)

Assim, o educador tendo por base as orientações curriculares deverá construir o currículo no âmbito do Projecto Educativo do estabelecimento, tendo em conta: as características individuais e do grupo de crianças; a forma de ser e os saberes do próprio educador; os desejos e interesses das famílias e das comunidades; as problemáticas dos outros ciclos de ensino.
Este documento deverá tornar-se uma referência, que indique aos educadores, aos pais e à sociedade que experiências e saberes são importantes que o jardim de infância proporcione às crianças.
O Acto de avaliar, na educação de infância apesar de ter subjacente as mesmas questões que nos outros níveis de ensino, caracteriza-se por uma grande especificidade que é a idade das crianças. Há que considerar: o que avaliar; qual o contexto; quem avalia; porque avalia; como se avalia. Há que ter em conta essencialmente três funções: recolha de informação, a sua interpretação e a consequente adopção de decisões que possibilitem o aperfeiçoamento da acção educativa. As principais estratégias incidem na observação do ambiente educativo, das crianças e dos resultados das actividades que vão sendo realizadas, assim os professores através da avaliação têm a possibilidade de refletir e de tomar decisões fundamentadas sobre as suas práticas educativas.
                           

                                  dia das crianças piscina de bolinha