domingo, 11 de setembro de 2011

Charles Perrault



    Charles Perrault nasceu a 12 de Janeiro de 1628. Viveu sempre em Paris. Morreu aos 75 anos, a 16 de Maio de 1703.
   Filho de Pierre Perrault Paquette Le Clerc, oriunda da alta burguesia.
   Deu início aos seus estudos em 1637, no colégio de Beauvais. Aos 15 anos, terminou os seus estudos por se ter desentendido com um professor.
   Em 1643, ingressou no curso de Direito e, em 1651, com apenas 23 anos, conseguiu o seu diploma, tornando-se advogado.
   Foi um escritor e poeta francês do século XVII.
   Foi o primeiro a dar acabamento literário a um certo tipo de literatura, que lhe conferiu o título de Pai da Literatura Infantil. Muitas das suas histórias, ainda hoje, são editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão, tanto em formato de animação como de acção viva.
 Principais Obras de Perrault:
  "Chapéuzinho Vermelho"
"A Bela Adormecida"
"O Barba Azul"
"O Gato das Botas"
"Pequeno Polegar",etc.

Hans Christian Andersen



Poeta e Escritor dinamarquês de histórias infantis, Hans Christian Andersen nasceu a 2 de Abril de 1805.
De origem humilde, filho de um sapateiro, Andersen teve dificuldades na sua educação. Apesar disso, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir as histórias contadas pelo seu pai.
Hans Christian Andersen nasceu numa época em que a Dinamarca voltava-se para os valores nacionalistas e descobria os seus valores ancestrais.
De uma certa forma, graças à sua infância pobre, Andersen teve a hipótese de conhecer os contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever durante a sua vida.
Em 1816, quando o seu pai faleceu, Hans Christian Andersen precisou de abandonar a escola.
Apenas com onze anos, já demonstrava aptidão para o teatro e a literatura. Criou uma espécie de "teatro de brinquedos" onde apresentava peças clássicas. Memorizou muitas peças de Shakespeare e encenava-as com seus brinquedos.
Em 1819, aos catorze anos, Andersen saiu de casa e foi para Copenhaga, uma grande cidade e capital da Dinamarca, onde conheceu o director do Teatro Real, Jonas Collin.
Andersen trabalhou no teatro como actor e bailarino, além de escrever algumas peças. Durante esse período, os seus estudos foram financiados por Jonas Collin. Em 1828, entrou na Universidade de Copenhagen.
Escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e, principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido.
A obra que o tornou célebre em todo o mundo é Contos, traduzidos para diversos idiomas.
Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de Contos, livros com histórias infantis.
     

                                                                                                                                                                    

Ele continuou a escrever e a publicar os seus contos infantis até chegar, em 1872, a um total de 156 contos. No início, escrevia contos baseados na tradição popular, especialmente no que ele ouvia durante a infância, mas depois desenvolveu histórias no mundo das fadas ou que traziam elementos da natureza.Entre os contos de Andersen, podemos distingui-los em:







contos mais antigos e com origem na tradição popular: "Companheiro de Viagem", "Os Cisnes Selvagens" ...
contos literário no mundo das fadas : "O Duende",  "A Colina de Elfos"...
contos que trazem elementos da natureza: "O Rouxinol", "O Sapo", "O Abeto", "As Flores da Pequena Ida"...
contos com elementos autobiográficos: "O Soldadinho de Chumbo", "A Pequena Sereia"...
Outros contos importantes: "O Patinho Feio", "A Caixinha de Surpresas", "Os Sapatinhos Vermelhos", "O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio", "A Roupa Nova do Rei" e "A Princesa e a Ervilha".

    
                  Caricatura feita para a A.T revista-Santos

Grandes nomes da Literatura Infantil







La Fontaine





Jean de La Fontaine nasceu em Château-Thierry, França, em 1621. Estudante de Teologia e Direito, depressa se apercebe que a sua vocação não estava direccionada para nenhum daqueles cursos, pelo que e após ter andado pelos negócios paterno, acabou por se dedicar às artes literárias.

La Fontaine ganhou notoriedade no seu tempo e fama para a posteridade devido às fábulas que escreveu.
Os primeiro livros de fábulas surgem em 1668 inspiradas nos textos de Esopo e Fedro, pois as fábulas remontam à antiguidade grega e até indiana, e é um tipo de narrativa alegórica em verso – ou quase sempre – que põe em evidência certas características humanas, tais como a vaidade, a arrogância, a ganância, a violência, o egoísmo, hipocrisia, etc. assim, as fábulas “pegando” nessas tais características, dão-nos uma lição moral muito simples mas cheia de significado.
Independentemente de existirem muitas outras informações, entre as quais, e é importante referir, as primeiras fábulas são escritas propositadamente para o Delfim e para as restantes crianças da côrte, La Fontaine serviu-se sempre dos animais para mostrar aos Homens a imagem da virtude, da tolice e outros “vícios” ridículos, assim como vários aspectos da própria sociedade francesa da altura, pois é facilmente perceptível algumas denúncias às misérias e abissais injustiças que pululavam na época. Assim ele fazia sua crítica usando recursos como a sutileza, a ironia e astúcia e ainda propunha reflexões.


CITAÇÕES DE LA FONTAINE:

”a avareza perde tudo ao pretender tudo ganhar”.

“Quem julga caçar é caçado”.

“É um prazer dobrado enganar quem engana"











quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Desenvolvimento Curricular e Avaliação

                 A Educação de Infância      
                           


                              

Segundo Roldão (1999), currículo é o corpo de aprendizagens reconhecidas como socialmente necessárias e os professores os principais especialistas de currículo, porque esse é o saber que caracteriza e define a sua acção - Saber fazer aprender alguma coisa a alguém.
O currículo deve conter diversos aspectos interligados:

o conteúdo ( o que as crianças devem aprender);
os processos de aprendizagem ( como as crianças devem aprender);
as estratégias de ensino (como ensinar);
as estratégias de avaliação (como saber que aprendizagens ocorrem e que ajustes curriculares devem ser feitos).
A grande diversidade de população de cada escola exige uma gestão diferente do currículo de modo a responder ao seu público de forma a melhorar a sua aprendizagem.

Aquilo que o aluno já sabe deverá ser o ponto de partida para a aprendizagem, os conhecimentos prévios são em muitos casos parciais ou errados, mas são aqueles que o aluno utiliza para interpretar a realidade. Assim o processo ensino- aprendizagem consistirá em ir reconstruindo estas pré-concepções aproximando-as cada vez mais do conhecimento científico.

Citando Bruner, Vasconcelos (2000), afirma que qualquer matéria pode ser ensinada a qualquer criança de qualquer idade de forma honesta e eficaz, assim na sua teoria do currículo em espiral entende que se parte de um núcleo e que se vai girando, organizando, tecendo à volta desse núcleo. Assim, o aqui e o agora vão-se tornando maiores e, à medida que os alunos crescem, os assuntos já estudados voltam a surgir com um outro nível.

O educador no seu papel de gestor curricular, deverá ser um verdadeiro profissional de educação, fazer os outros aprenderem, num ambiente envolvente utilizando o seu conhecimento científico e educativo tendo em conta a motivação, o desenvolvimento, a resolução de conflitos entre pessoas e grupos e a comunicação, de forma a que a escola seja um organismo vivo, inserido num ambiente próprio.

Orientações Curriculares para a Educação Pré Escolar
Reconhecendo a necessidade de uma intencionalização da prática dos educadores de infância, a Administração Central, concebeu o documento Orientações Curriculares para a Educação Pré Escolar, aprovadas pelo Despacho nº5220/97, de 10 de Julho, e publicadas pelo Departamento de educação Básica em Setembro de 1997.
Este documento resultou de um processo de consulta, que envolveu profissionais e investigadores, estando organizado em duas partes:

1ª Parte - Princípios Gerais: princípio geral e objectivos pedagógicos, fundamentos e organização, e as orientações globais para o educador.

2ª Parte - Intervenção Educativa: organização do ambiente educativo, áreas de conteúdo e continuidade educativa.

As Orientações Curriculares acentuam a importância de uma pedagogia estruturada, o que implica uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico, exigindo que o educador planeie o seu trabalho e avalie o processo o os seus efeitos no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças. (O.C. Pag. 18).

Assim devem ser utilizadas pelo educador, para tomar decisões sobre a sua prática de planear e avaliar o processo educativo, implicando assim a intencionalização da actividade educativa, o que quer dizer que o exercício da docência na educação pré-escolar deve incluir planificação, avaliação e registo, ou seja exige intencionalização do quotidiano pedagógico. Adoptam ainda uma perspectiva mais centrada em indicações para o educador do que na previsão de aprendizagens a realizar pelas crianças, incluindo a possibilidade de fundamentar diversas opções educativas.

As orientações globais para o educador estruturam-se nas seguintes dimensões:

1- Observar - avaliação diagnóstico, caracterização para ter conhecimento da criança e do grupo.
2- Planear, aprendizagens significativas e diversificadas de acordo com o diagnóstico efectuado.
3-Agir, concretização da acção, adaptação às propostas das crianças tirando partido das situações e oportunidades.
4- Avaliar, tomar consciência da acção, adequar o processo educativo. Avaliação com as crianças como base de avaliação para o educador. Progressão das aprendizagens a desenvolver com as crianças.
5- Comunicar, partilha com a equipa e com a família.
6- Articular, continuidade educativa com outros ciclos.

As orientações globais têm ainda como alicerce quatro Fundamentos dando sentido e consistência à prática educativa.

Desenvolvimento e a Aprendizagem como vertentes indissociáveis.
A interligação entre desenvolvimento e aprendizagem defendida por diferentes correntes actuais da psicologia e da sociologia que consideram que o ser humano se desenvolve num processo de interligação social. (O.C. pp18-19)

Reconhecimento da criança como sujeito do processo de aprendizagem.
Admitir que a criança desempenhe um papel activo na construção do seu desenvolvimento e aprendizagem, supõe encara-la como sujeito e não como objecto do processo educativo.( O.C. pp19)

Construção Articulada do Saber.
Neste sentido acentua-se a importância da Educação pré-escolar partir do que as crianças sabem da sua cultura e saberes próprios... oportunidade de usufruir de experiências educativas diversificadas num contexto facilitador de interacções alargadas com outras crianças e adultos, permite que cada criança, ao construir o seu desenvolvimento e aprendizagem, vá contribuindo para o desenvolvimento e aprendizagem dos outros. (O.C. pp 19)

Exigência de resposta a todas as crianças.
O respeito pela diferença inclui as crianças que se afastam dos "padrões normais", devendo a educação pré-escolar dar resposta a todas e a cada uma das crianças. (O.C. pp 19)

Assim, o educador tendo por base as orientações curriculares deverá construir o currículo no âmbito do Projecto Educativo do estabelecimento, tendo em conta: as características individuais e do grupo de crianças; a forma de ser e os saberes do próprio educador; os desejos e interesses das famílias e das comunidades; as problemáticas dos outros ciclos de ensino.
Este documento deverá tornar-se uma referência, que indique aos educadores, aos pais e à sociedade que experiências e saberes são importantes que o jardim de infância proporcione às crianças.
O Acto de avaliar, na educação de infância apesar de ter subjacente as mesmas questões que nos outros níveis de ensino, caracteriza-se por uma grande especificidade que é a idade das crianças. Há que considerar: o que avaliar; qual o contexto; quem avalia; porque avalia; como se avalia. Há que ter em conta essencialmente três funções: recolha de informação, a sua interpretação e a consequente adopção de decisões que possibilitem o aperfeiçoamento da acção educativa. As principais estratégias incidem na observação do ambiente educativo, das crianças e dos resultados das actividades que vão sendo realizadas, assim os professores através da avaliação têm a possibilidade de refletir e de tomar decisões fundamentadas sobre as suas práticas educativas.
                           

                                  dia das crianças piscina de bolinha
           

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

.Literatura Infantil

Um Mergulho na Imaginação!


“Se se quiser falar ao coração dos homens, há que se contar uma história. Dessas onde não faltem animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim suave e docemente que se despertam consciências.”


                                                                                                            Jean de La Fontaine


Contar histórias foi, é e será sempre uma necessidade profunda do ser humano. As pessoas não podem viver sem fazer o relato mais ou menos pormenorizado do que lhes aconteceu ou o que pensam ter-lhes acontecido Para o comum dos mortais a vida tornar-se-ia um pesadelo insuportável se não dispusessem de um ouvido atento e amigo a quem recorrer nas horas boas e nas horas más.


Os que se tornaram escritores de certo modo não têm esse problema. Podem falar de si, das suas experiências, do que desejaram ou imaginaram em noites de delírio, amassar a realidade mais próxima com a fantasia mais distante, inventar histórias, criar personagens ao sabor do capricho ou da vontade. Seja o que for que escrevam acabara por ser lido por alguém.

Os livros surgem portanto em resposta a uma necessidade de quem produz, embora a existência de público ávido, interessado, ansioso, seja estimulante.

(…) Os livros de histórias são uma necessidade de quem escreve ou de quem lê?

O autor pode permitir-se tudo?

Há ou não há temas interditos?

Deve procurar uma linguagem simples?

O adulto conseguirá dirigir-se às crianças se escrever ao sabor da sua imaginação?

Se o texto tiver qualidade literária só por isso e acessível a grandes e pequenos?

As características próprias do público infantil devem ou não servir de referência ao escritor?

Os autores que utilizam essas referências fazem obras menores?

Será sequer legítimo falar de literatura infantil?

(…) Existe uma literatura infantil, pelo menos, desde o século XVIII.

(...) O talento literário não se confunde com o dom de comunicar com as crianças Só consegue empatia profunda com os mais novos quem tiver um talento específico para o fazer, o que não se aplica, como é



óbvio, apenas a quem escreve histórias.    
       
                              
Referência ao estudo de Magalhães, A.M; Alcada, I. Literatura infantil, espelho da alma, espelho do mundo. Revista ICALP,vol.20 e 21,Julho -Outubro de 1990,111-123.


Como Será Que a Criança Aprende?


A criança tem tudo a aprender. E o adulto está presente para a ajudar no seu processo de aprendizagem. Mas será que o adulto percebe que, tal como nós, a criança aprende aquilo que realmente é importante e relevante para si? A resposta e esta questão é-nos dada por Carl Rogers (cit por Norman Sprinthall e Richard Sprinthall, 1990, p. 321 e 322), que durante toda a sua carreira sublinhou a importância da qualidade das relações interpessoais e ressalva que a forma como nos relacionamos com os outros é central para o nosso desenvolvimento pessoal.


É essencial definir, desde já, que o importante não é saber o que nós, adultos, devemos ensinar às crianças, mas sim como elas aprendem, como se constrói a sua pessoa e o seu conhecimento do mundo.

Por outro lado, torna-se importante distinguir compreensão de aprendizagem. A primeira, significa “fazer a apreensão de”. A compreensão de algo é um processo quase imediato sendo apenas necessário comparar o que se apreende – o que se faz neste momento e o que se fez no momento anterior. Para além disso, para se compreender algo é necessário “estar interessado em.”
                    



                                           Literatura Infantil